Escrito por Redação Seg, 07 de Novembro de 2011 08:44
Os grandes conglomerados urbanos do mundo enfrentam um grande desafio: oferecer um serviço de transporte adequado a uma população em crescimento e a uma economia cada vez mais competitiva, segundo um relatório do Instituto das Áreas Urbanas (ULI, sigla em inglês), organização em fins lucrativos do sector urbanístico e imobiliário, e da consultora Ernst & Young.
De acordo com o site espanhol Tendências 21 que cita o relatório “Infraestruturas 2011: Uma Prioridade Estratégica”, que analisa os investimentos em infraestruturas nos seis continentes, tendo em conta o grande desafio que as cidades enfrentam, os serviços ferroviários poderão desempenhar um papel fundamental.
A modernização dos sistemas de transporte é um eixo prioritário nos planos de desenvolvimento das grandes áreas urbanas do Planeta, avança o relatório. No entanto, os ajustes orçamentais resultantes da crise económica global exigem novas formas de financiamento, que permitam fazer face às necessidades da população e da economia internacional.
No caso dos Estados Unidos, as pressões para reduzir o déficit levam a que as grandes cidades sejam obrigadas a apostar na sua criatividade, para obter o financiamento necessário para iniciar ou continuar os projetos de infraestruturas no sector dos transportes.
O relatório destaca ainda que, a nível global, o serviço de transporte irá necessitar de investimentos na ordem dos 50 mil milhões de dólares (36 mil milhões de euros) nos próximos 25 anos, o que comprova a importância do sector em matéria de estratégias de desenvolvimento.
Caso a caso: Diferentes realidades
Um dos países no qual a infraestrutura de transporte é uma prioridade é o Reino Unido. Apesar de ter um orçamento austero, comprometeu-se a investir 326 mil milhões de dólares (227 mil milhões de euros) nos próximos cinco anos em projetos relacionados, por exemplo, com a produção de energia e serviços ferroviários.
No caso da França, Alemanha e Espanha, a prioridade centra-se na construção de comboios de alta velocidade e redes de transporte de mercadorias entre as cidades mais importantes.
Por outro lado, a Austrália aposta na expansão dos portos, do sistema ferroviário e no desenvolvimento de projetos destinados a diminuir o tráfego automóvel.
Já a Índia procura investimento privado para poder desenvolver as infraestruturas necessárias para manter o crescimento económico e cumprir as diretrizes de expansão.
Por seu turno, a China está a financiar uma série de programas de infraestruturas de grande alcance, incluindo a conclusão de uma rede ferroviária de alta velocidade com 10 mil quilómetros de comprimento, que está prevista para o ano de 2020.
O Brasil está a avançar com os seus projetos ferroviários e rodoviários para suportar a sua economia de rápido crescimento e preparar o país para dois importantes eventos desportivos: o Mundial de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
Nos Estados Unidos, a crise e os cortes financeiros também se têm feito sentir em temos de investimento em infraestruturas. Apesar de todas as grandes cidades norte-americanas estarem a sofrer limitações fiscais, o relatório indica que Denver, Minneapolis-St. Pablo, Seattle e Salt Lake City podem ser considerados como exemplos de sucesso, graças aos seus projetos.
Pelo contrário, cidades como Boston, Filadélfia, Chicago e San Francisco são obrigadas a adiar projetos de infraestrutura na área dos transportes, a aplicar cortes no serviço e a aumentar as tarifas dos transportes. Uma realidade que poderá afetar o desenvolvimento e concretização de projetos como a rede de comboios de alta velocidade nos Estados Unidos.
Fonte: Green Savers