Escrito por Redação Sáb, 21 de Maio de 2011 00:48
O planejamento urbano é uma tarefa gigantesca, depente de uma multiplicidade de fatores. Quando se trata de planejamento de infraestrutura urbana, uma concepção certamente não serve para todos. Isso fica claro nos debates em curso, uma vez que os tecnocratas da Prefeitura de Uberlândia insistem em priorizar investimentos públicos em favor da mobilidade motorizada e individual. Isto é uma opção contrária à tendência internacional, que se dedica, cada vez mais, a proejtos de ciclovias integradas a diversos modais de transporte.
Todavia, o que funciona num país pode não funcionar em outro - as diferenças culturais desempenham um papel enorme no que se diz eficaz nos domínios do planejamento de transportes.
Em uma sociedade onde o ciclismo é considerado um hobby em vez de uma forma alternativa de transporte na cidade, é um sonho acreditar em investimento financeiro para introduzir ciclovias na vias públicas. A menos que haja alguma pressão continuada através de mobilização popular ou incentivo financeiro do Ministério das Cidades para a implantação desse investimento nos municípios, é improvável que isso aconteça.
Proporcionar às pessoas que vivem dentro das cidades a oportunidade do ciclismo funcional e seguro (aquele orgânico, que é meio de mobilidade principal) tem que ser um uma política prioritária nas médias cidades, como Uberlândia. Devemos mostrar para as pessoas as melhores práticas de todo o mundo, que devem ser compartilhada para mostrar aos planejadores de Uberlândia e das cidades vizinhas os benefícios da implantação de ciclovias e ciclofaixas, além de convencê-los de que a bicicleta é solução mais saudável (e mais barata) para atender as necessidades individuais de mobilidade da população. Essa é a única forma da bicicleta vir a se tornar uma verdadeira alternativa de transporte.